TIGblogs TIG | TIGblogs GROUP TIGBLOGS LOGIN SIGNUP
C'est la vie
C'est la vie
« previous 12


Série "Fragmentos" - 7

Sobre a Hospitalidade

(...)
Tenho mesmo um grande prazer em mostrar meu país para outras pessoas e acredito, com Leonardo Boff, que a Hospitalidade é um dos valores a serem cultivados neste novo século.
Saber receber e bem receber são méritos hoje já esquecidos.
Abrir as portas para o desconhecido, receber e acolher o que lhe chega ou que lhe é entregue são práticas necessárias num mundo cada vez mais fechado e dominado pela cultura do medo e do individualismo, que isola e destrói a coesão.
Mas, como se diz por aí: "Mi casa, su casa". Assim, para toda hospitalidade deve haver reciprocidade e cuidado (como carinho e como segurança).
Com todos os "cuidados" que sei que tomará em bem-receber os visitantes estrangeiros e também em preservar sua terra, tenho algumas idéias a compartilhar.
(...)

Utilidade Pública:
A Coleção “Virtudes para um Outro Mundo Possível” (Ed. Vozes), de Leonardo Boff, é composta de 3 volumes:
Vol. 1- A hospitalidade: direito e dever de todos
Vol. 2 – Convivência, respeito, tolerância
Vol. 3 – Comer e Beber Juntos e Viver em Paz – Comensalidade

Crédito da Foto: www.couchsurfing.com

August 19, 2008 | 9:15 PM Comments  0 comments



Série "Fragmentos" - 6

Sobre Elogios

(...)
Se um elogio nunca chega em má hora, é da sua partida que ouso reclamar. Não é que um elogio devesse permanecer estanque, imóvel, na prateleira de nossas vaidades, pronto para ser usado e revisto todas as vezes que necessitamos de um afago ou de uma certa declaração que nos impulsione novamente - sem que tenhamos de mover um músculo sequer - para darmos continuidade aos nossos passos. O caso é que o elogio - essa é minha desconfiança - tem como princípio a necessidade de ser efêmero. Na verdade, é do instante que se vale o elogio. De um instante sublime, próximo a congenialidade - quando dois gênios (ou dois corações) se abraçam e se entrelaçam, se reconhecem e se elevam -, é verdade. Ainda que se elogie o conjunto de uma obra, ou a história de uma vida, é impressionante como o elogio mais parece um gatilho que, não mais que de repente, dispara uma palavra que adjetiva a substância ou que revela tonalidades (antes) ocultas da imagem. Entretanto, perecem os adjetivos e ficam as coisas. Desbotam as cores e permanecem as imagens (ou, ao menos, a lembrança das imagens). Coisas, inertes que são; palavras, impessoais que sejam; atos e vidas, imprevisíveis que se mostrem - a tudo pode-se elogiar, desde que não se espere a permanência (do elogio). De quê vivem então as coisas, as palavras e os acontecimentos? Ao que muito me parece, não é de elogios.
Seriam assim, de modo contrário, o deboche, a ironia, o desdém - a crítica (em seu sentido mais ordinário), enfim - modos de apresentação de uma observação mais perene?
Seria da crítica - e não do elogio - que viriam as forças para que as coisas sigam? É do atrito que se faz o caminhar...
Pode soar ridículo - e é exatamente essa a intenção -, mas um dos sinônimos para "elogiar" é "gabar", palavra que vêm das antigas línguas nórdicas (gabb) com o significado de "escárnio": que é, então, uma gozação, uma ironia, um sarcasmo... Onde foi que se perdeu esse "tom" que vinha junto à melodia dos elogios?
De todo modo, há palavras que devem ser escritas na areia da praia, ao passo que outras devem ser esculpidas na pedra. Há umas últimas que, ditas ao vento, preferimos que sejam logo levadas embora. O que não se deveria querer é "evitar as palavras". Não faço opção por "palavras não ditas", pelo "silêncio de ouro". Gosto da prata e me satisfaço com ela. Que venham palavras...
(...)

Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 14, 2008 | 11:52 AM Comments  0 comments



Janela embaçada

ou "O amor acaba"


Uma janela embaçada.
O mais puro e fino sinal da sacanagem.
De lá de fora, todos poderiam jurar se tratar de um duelo amoroso dos mais pervertidos. As janelas, sem se darem conta, estavam também umedecidas e arfantes. O barulho, que vinha dali de dentro, era nauseante.

As janelas, pobres janelas!, eram o sinal mais inequívoco - embora o mais frívolo - de que naquele lugar dava-se um caso inusitado.

(Deixavam claro que algo, ali dentro, não se passava bem - ou passava bem demais para as pequenas vaidades daqueles que não foram convidados para o benefício da festa.)

As janelas, suadas e molhadas, persuadiam, embora mentissem.
Os vizinhos, em suas ânsias de descanso (nem sempre merecido), reclamavam. O suposto trepidar de uma cama era o suficiente para o zelador ser chamado.

As janelas, o barulho, o cheiro. Tudo indicava a presença do diabo da sacanagem, do anjo do amor - ou das putas e putos que trepam noite adentro sem se importarem com o que quer que seja.

O zelador, já desperto, era o mensageiro das más notícias. Mas as coisas exteriores costumam enganar.

Todos puderam pensar que dois amantes acabavam de se encontrar, e se entrelaçavam ardilosamente. Mas tudo o que havia ali dentro era um velho e seu aquecedor. Um velho punheteiro e um aquecedor barulhento.

Prostrado por sobre a cama, o aquecedor trepidava aos galopes. Enchia o lugar de uma bruma quente e suave. As janelas, sem mais o que fazer, se embaçavam. O pobre e velho punheteiro, passivo, gostava daquela situação. O silêncio o deixaria nervoso. E o calor o fazia lembrar-se do buraco quente da zona.

O velho pensava em um tempo bom, quando as putas desfilavam em meio a outros velhos punheiteiros. Eram putas gordas e ancudas. Entretanto, para cada um daqueles velhos punheiteiros, elas lhes pareciam anjos louros e finos. Suas madeixas longas e esvoaçantes contrastavam com o ambiente empolado e sujo. Passavam de um canto a outro como anjos caídos, entre o céu e o inferno.

Os velhos punheteiros pensavam em um tempo, quando estas mesmas putas lhes acariciavam a face em vista do mais singelo sorriso. As putas tinham em mente que lhes valia muito o mais mísero trocado.
Elas, de nenhuma forma, desfilavam. Se arrastavam. Se enfadavam. Eles, de todas as formas, se divertiam com suas próprias anedotas e fantasias. Putas e velhos pareciam conviver bem, embora estivessem, de fato, em mundos separados.

Também separados, pelas janelas úmidas, estavam todos os desconfiados daquele condomínio e o pobre e velho punheteiro.

Não estavam, ali dentro, dois amantes insandecidos e despidos. Não se acariciavam, nem se amavam. Era somente um velho e seu aquecedor. Um velho punheiteiro e um aquecedor barulhento.

O velho punheteiro não se apressou em atender o zelador. Também não deu ouvidos aos reclames dos vizinhos. Em sua calma tranqüila e em sua lentidão ousada, o velho punheteiro aguardava o porvir. Antes de todos, e mais que ninguém, o velho sabia que o amor acaba. Mesmo entre dois amantes que embaçam as janelas.

Quando um dos dois, golpeado pelo gozo profundo, deixa escapar mais de si do que se dispusera a dar, o outro se enche. (O outro é lambuzado.) Não somente pelo suor ou pelo sangue. O outro se enche do amor. E é aí que o amor acaba.

By MBF - 08/08/08
Um louco devaneio, que me tomou de súbito, no meio da noite fatídica de 8-8-8, quando o portal do Arcanjo Miguel se abria diante de nós... Vc viu?!

Crédito da Foto: Orlando Pedroso

August 12, 2008 | 12:13 PM Comments  0 comments

Tags:


Cuiabá, 30/07/08
Related to country: Brazil


Uma cidade velha, vestida de cidade grande.
Uma cidade pequena, dessas que a gente vê no interior (mas também, às vezes, no litoral), vestida de capital do Mato Grosso.
(Aliás, interior é tudo aquilo que está no litoral ou tudo aquilo que não é capital?)

Há muito o que se ver em Cuiabá. E engana-se aquele desavisado que achar que ali só há a Chapada dos Guimarães (embora a chapada seja um verdadeiro "must-see", né?!).

A entrada do Arsenal, hoje mantido pelo SESC, que tem outros "empreendimentos" na região, vale mesmo a visita. O seu interior vale umas preciosas horas - de descanso ou de atividades (como cinema, música, teatro, gastronomia, um cafezinho, um trago de Canjinjin...).

A sorveteria Nevaska é mantida por uma família simples e alegre, que faz da arte de fazer sorvetes um negócio que parece ter virado tradição na capital - talvez por manter suportável o calor constante e escaldante.
Um sujeito de poucos sorrisos, e nenhum cabelo, oferece, constantemente, alguns maciços nacos volumosos de sorvetes variados e dos mais estranhos - e deliciosos - sabores. Não sei se a tática das "provas" é freqüente (duvido, pois com um sorvete cascão muitíssimo farto a R$ 2,50, dá pra viver bem só com as "provas" oferecidas!), mas sei que, também por ela, voltei no dia seguinte.
Num dia, sorvete de cupuaçu com bocaiúva. A Bocaiúva, dizem os locais, é o "chiclete cuiabano". Provei do sorvete. Do chiclete "in natura" só iria provar no dia seguinte - quando a pedida foi sorvete de açaí e, claro, novamente de bocaiúva. Por R$ 5,00 ao final de 2 dias, havia tomado quase 1 kg de sorvete de sabores tão pitorescos quanto de bocaiúva, açai, cupuaçu, limão, laranja, amendoim, passas, ameixa, goiabada-com-queijo e até de - imagine! - chocolate...

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.
"Cuiabá antiga" é pleonasmo ou eufemismo?

August 11, 2008 | 4:29 PM Comments  0 comments



Londrina, 20/07/08
Related to country: Brazil


Mais um ônibus, algumas horas na estrada.
Entre os quilômetros, um café e um cigarro, muitas pessoas, despedidas, amores e histórias. Aqueles que ficam, vão embalados nas lembranças e memórias. O ônibus se move lentamente. Agora está escuro e trêmulo. Ainda resta uma longa noite pela frente...

Dia seguinte. Estrada.
Uma cruz fincada no chão ocre e seco. Uma história demonstra seu fim. Mas o que será que se passou para que um sujeito morresse assim, na beira daquela estrada, num descampado terrível? Talvez seja um história de luta, talvez seja uma história de vingança, emboscada, de honra. Talvez seja só de fome e cansaço mesmo. A estrada romantiza a história, como a palavra erotiza o lugar.

Uma placa: "Vende-se bananas". Escondida, quase soterrada pelo mato, como se o vendedor não quisesse realmente que o passante soubesse de seu ofício, para que não o importunasse em seu cochilo, com pedidos insolentes: "- Quero uma dúzia!".

A estrada também tem dessas coisas. Um lugar aberto, ligando os mundos e as direções. Mas escondendo, ao mesmo tempo, histórias, pessoas, mortes, paixões.

Uma vala segue paralela a alguns trechos do caminho. Deveria escoltar a pista e conduzir a chuva - sabe-se lá pra onde!? Mas hoje é só mato. Talvez pela seca prolongada e pela carência da chuva, ela mesma tenha escolhido outro companheira de rumo que não a vala. Ela, a vala, logo se perde e deixa em sua ausência a pergunta: - Para quê uma pequena vala, num pequeno trecho, de uma pequena estrada, no interior do Mato Grosso?

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.
Eu em uma das muitas vielas coloridas e charmosas de Cuiabá, no interior do Mato Grosso, onde também se encontram valas perdidas no meio da estrada, dentre outras coisas curiosas...

August 9, 2008 | 4:21 PM Comments  0 comments

Tags:


Curitiba, 17/07/08
Related to country: Brazil


Museu do Olho.
Museu Oscar Niemeyer.
Com sua arquitetura constantemente surpreendente, o museu me teve por um par de horas. O suficiente para apreciar uma exposição de Tarsila do Amaral.
Mulher de cores fortes, mulher em degradê - sempre tornando-se mais forte, mais viva. Em tons e em diferentes graus sua pintura atrai.
Não me lembro de ter visto, outras vezes, conjunto vasto de suas obras. Primeira e rápida vez. Decisiva para notar em Tarsila a marca de um gênio que apresenta filosofia em cores e pinceladas. Que faz da cor modo de apresentação dos conceitos: no caso, a Antropofagia. Homens comendo homens? Uma forma - ou melhor, puro conteúdo - de cabeça pequena e pés largos: sinal de mais "pisadas" do que de "raciocínios" sobre as "novas" terras?
Ou só uma de-formação? Sem contornos, mas com definição das cores, seus limites. Mas mesmo no conteúdo das cores, o que há é o degradê: tons e nuances de uma só cor tornada várias.

"Tarsila
amora amorável d'amaral
prazer dos olhos meus onde te encontres
azul e rosa e verde para sempre
". Drummond.

Uma mulher que, em seu gesto, faz o olho, cria o olhar - tal como o azulejo à saída do Museu. Figuras que se con-figuram de modo surpreendente - ainda que constante - em Tarsila e Niemeyer.

Assim foi o passeio desse fim de tarde em Curitiba, depois de visitar a Universidade Livre do Meio Ambiente e a Ópera de Arame (ou o "Teatro de Metal", como me disse prontamente Gauth - quem me hospeda por aqui junto com Lívia - com seu olhar estrangeiro e inteligente.).

Tomara que amanhã consiga agilizar as coisas do GEO, para partir tranqüilo de Curitiba...

Como articular sem interferir no fluxo dos acontecimentos locais?

Crédito da Foto: Mateus Fernandes.

August 7, 2008 | 10:20 AM Comments  0 comments



Embornal
Related to country: Brazil

Translations available in: Portuguese (original) | French | Spanish | Italian | German | English | Swedish | Russian | Dutch | Arabic

Scupper
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
E was with maternal affection
that you prepared fruits
pra my trip, in a scupper

the measure that left the center of America
Ate apple and a tangerina
with buds soft livings creature and
as the skin of that girl,
who vi if to transform into woman

To each bite suspirava and imagined
if it would not be your body that devorava
with that sudden adolescent hunger.
E bit again, looking at the setting sun,
that the night left to penetrate to it, patient.

When the Moon, brilliant, dared to awake
had been my dreams that had demonstrated to all the hunger:
trip hunger
hunger of memories
hunger of histories
hunger of you

Exactly the road being long
and the distances, so great
had little time pra amount of images
that had populated those stoppings.
All they erotizando a time already lived
reconstructing a moment already passed
labelling the purest substantive
making to relight the flame of the impensado one

and when we in reencontrarmos them
that it has fruits, and memories and histories
therefore of bodies and loves
more I am not only pleased: I want colors and flavors!
I want far, the difficult, the hand-vise
I want the sweat, the language and what it lies
I want your fruit, your soul

I want that you prepare, with calm
my next scupper.

By MBF
Credit of the Photo: Orlando Pedroso

August 6, 2008 | 4:10 PM Comments  0 comments

Tags:


Série "Fragmentos" - 5
About the book: "Medo e Ousadia: o Cotidiano do Professor"

Translations available in: Portuguese (original) | French | Spanish | Italian | German | English | Swedish | Russian | Dutch | Arabic

Series “Fragmentos” - 5
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
Substantive politics, for Mateus Fernandes
On the book “Medo and Ousadia”, of Pablo Freire and Ira Shor

(...)
? But what to make in the monday? , asks the teacher, who one day if found? aunt?
It learns to play letters! , answers livened up Pablo Freire, with its estórias of day-by-day
launches It is to read the reality, to know where if goes to step on
But in other people's land he has of if stepping on in the soil to devagar
For incredible that he seems, nor everybody likes politics and education
Subjects that makes the head to go far, that gives work and demands same
attention More good is to earn folded and to work seated, to see the life to pass bellwether and to take, in bar, one chope frozen
and not is that professor, of that type liberating, that never it separates the side that it educates of the searching side
Vai until boteco, to see what it discovers there? E is not finds one sings where can intervene?
But the pupil is not silly? it arrives to be until computer hacker? if is not called pra to make together, if is not together as educator
Each one with its task, each one with its responsibility? it has many differences between the pupil and the professor
and is not alone question of age, nor of knowledge, nor of love
Therefore pra if to learn and pra if to teach, both have to agree that what makes Another very

good tip has value, relembrada for Ira Shor, is to mount the ideological map? that Pablo Freire better explains
Before more nothing, is necessary to clarify that the work to teach, exactly when he is deep
will not be enough to change the world. Then it stops to idealize and it starts to dream.
The ideal does not have limit, but the dream loads the fear to face what it exists.
E thus, dream and fear, fear and ousadia, go encouraging the professor who
does not give up, not even in the last day

After this brief preleção, valley still to make a mention to the format of this book
In dialogue, in a colloquy, set it idea to the test, under all the bolter
of a metodológico severity. Because if the thought is not linear
this does not want to say that it is illogical. It is structuralized, when headed well
for two authors, two heads. Two professors, many ideas
Are as soon as if it weaveeed this text, where the subject of the fear and the ousadia
Was making to the few, everything in the same day
Did not give time, with patience, but without calm nor calmness
Therefore in the relation between these two authors the climate is always of ventania
Airing the good head of who Never makes of the life
a joy separating the substantive politics, of the pedagogia adjective.
(...)

It had that to make a summary… It finished from there leaving this… It will be that it rolls to pass? : )

June 21, 2008 | 10:49 PM Comments  1 comments



A nuvem e o amor
Translations available in: Portuguese (original) | French | Spanish | Italian | German | English | Swedish | Russian | Dutch | Arabic

The cloud and the love
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
Which is best!
Valley a ticket pra Paris!

--------------version 1----------------
The love, as the cloud,
takes sedento water pro
and it protects it of the burning hot sun
makes pretty forms from the absentee
and, when sad and weighed, it cries

the cloud on the inside, as the love,
is the safe from port the rainbow
that brings joy for where it passes
it is source of shade and cool water
and, what it is better, makes everything this of favour

Is as soon as my great love,
come and going, in the joy and pain,
it makes I to always feel me in clouds, of contented
distant, present constant,
exactly always exactly always intermittent
----------------------------------------------
---------------version 2--------------------
The love, as the cloud,
takes sedento water pro
but also it cries on the inside.
It is as soon as my great love,
come and going, in the joy and pain,
it makes I to always feel me in clouds, of contented
distant, present constant,
exactly always exactly intermittent.
------------------------------------------
Credit of the Photo: Coarse intervention on cloud in the sky of Brasilia. For Mateus Fernandes